Thursday, July 21, 2011

Convivendo com um acumulador

Naqueles programas da TV em que aparecem os acumuladores tentando voltar a ter uma casa que tenha cara de lar dá pra ver o quão complicado é livrar-se dessa mania e como é difícil conviver com alguém assim (normalmente os casos que aparecem na TV mostram pessoas que se tornaram solitárias devido a essa mania de guardar coisas).

Meu companheiro tem essa mania. Ele guarda garrafas vazias de bebida, embalagens de papelão e isopor de tudo o que compramos, sacos plásticos de supermercado não podem ser descartados, computadores velhos já sem uso e seus monitores, metros cabos coaxiais de uma instalação antiga de TV a cabo (atualmente temos TV a cabo pela NET e o padrão do cabo não é mesmo), marmitas de alumínio que já estão tão tortas que não se encaixam mais uma na outra, etc.

Como lido com isso? Tento aos poucos limitar os espaços de "guardar" lixo. Mas confesso que tem dias em que tudo o que quero é uma casinha arrumadinha e minha vontade é pegar minha filha e me mudar para outro apartamento deixando ele com suas coisas tão valiosas.

Algumas coisas que faço para não deixar o lixo crescer livremente:
- todos os dias tiro tudo o que estiver fora do lugar (algumas coisas vão para a lixeira)
- permito que ele cultive sua loucura em um determinado espaço (ele tem um cômodo da casa onde pode guardar o que quiser com a condição de não colocar porcarias em outros cômodos. Com isso, sei onde colocar aquele tubo de papelão sem me incomodar e sem criar razões para uma briga. O problema é fazer esse limite ser efetivamente respeitado (ele reclama que as coisas dele não cabem naquele quarto que é do mesmo tamanho do quarto em que dormimos).
- mostro para minha filha de cinco anos como é feio um quarto desarrumado e cheio de coisas. Meu marido está ensinando ela a guardar coisas: começou com a caixa de uma Barbie, depois teve a coleção de tampinhas de refrigerante e por último estava incentivando a menina a guardar até as unhas cortadas (isso mesmo, não é erro de digitação, ele cortou as unhas dela e colocou em um pequeno porta jóias e depois disso ela sempre queria guardar as unhas cortadas na caixinha de unhas - depois de uma conversa séria ela parou com isso)
- tento manter a calma
- tento manter a calma
- continuo tentando manter a calma

Se alguém tiver outras dicas de como lidar com esse tipo de situação, favor colocar sua contribuição nos comentários porque às vezes tenho vontade de desistir de tudo e esse post é um desabafo feito em um momento de desespero.

34 comments:

Ana said...

Que barra. Eu sinceramente acredito que é importante tentar compreender e tolerar certos comportamentos das pessoas que amamos, mas tudo tem um limite. E se o desespero bate a sua porta devido a esse comportamento é sinal que esse limite está sendo ultrapassado. Parece ser a hora de buscar ajuda profissional para que seu companheiro possa superar esse distúrbio e vocês possam conviver harmoniosamente.
Força, não se entregue ao desespero, e por mais que seja difícil aja! :)

Anonymous said...

Muito bacana seu site, acabei de entrar nele por um acaso, buscando no Google dicas de economia para um outro amigo e por um acaso li seu desabafo sobre o que é conhecido por acumuladores "obssessivos compulsivos". A maioría começa essa mania na inocência, muitas vezes influenciados por terceiros (em geral membros da própria família que já tinham esse problema) mas o fato é que sempre existe um fundo emocional. Falo por experiência e sei que não é fácil, inclusive porque dificulta a rotina doméstica de todo mundo. Embora eu ache super bacana você tentar compreender o lado do seu marido, seria mais bacana ainda se ele buscasse uma ajuda profissional para investigar o fundo de tudo isso e percebesse como essa mania está prejudicando as pessoas que ele ama, inclusive colocando elas em risco (tanto em termos de qualidade de vida como de comprometer o relacionamento de vocês como família e socialmente). Meus pais sempre foram desordeiros, embora nossa casa sempre tenha sido organizada e não mostrasse bagunça aparente. A bagunça era camuflada (nas gavetas e armários). Não preciso dizer que acabei seguindo o mesmo caminho... Piorou quando casei e comecei com minha mania "ecologicamente correta" de querer guardar coisas para serem reaproveitadas, além de comprar materiais para fazer artesanato (Quando fico carente também compro por compulsão como uma forma de suprir minha carência, não apenas material de artesanato, mas cosméticos e alimentos ou algumas vezes coisas inúteis). Só percebi que havia perdido o controle quando me dei conta de que para arrumar um cômodo da casa tinha que bagunçar o outro ao transferir as coisas do primeiro. Não foi legal e me senti muito mal por isso. Um belo dia encontrei um livro que recomendo muito, pois foi o que me ajudou a ter mais consciência de como lidar com esse problema. Compre e faça seu marido ler também! Chama-se Arrume a sua Bagunça com Feng Shui (autora: karen kingston Editora: Pensamento). O bacana desse livro é que ele explica os motivos que levam uma pessoa a viver essa situação e como lidar com isso tanto emocionalmente como na prática com o ambiente. Me ajudou muito. É um processo dolorido, você tem que encarar os fantasmas da sua vida, mas faz um bem danado quando vencemos o medo e seguimos adiante. Não vou dizer que um livro é o suficiente para fazer milagres, nem mesmo a terapia é. O processo de cura tem que partir da pessoa que vive esse problema e no caso do seu marido só vai acontecer quando ele se conscientizar de que o que ele tem não é normal e desejar ser curado. Mas tem que haver um esforço da parte dele e comprometimento em querer mudar. Se ele quiser se livrar da bagunça de forma progressiva ao invés de se livrar de uma vez, tudo bem, já que não será fácil. Mas tem que haver a condição de não substituir o que tirou por outra coisa, do contrário ele vai ficar se iludindo. Uma dica: Nós fazemos isso para preencher um vazio dentro de nós, para compensar alguma tristeza ou frustração que vivemos em algum período da vida (que até pode ser do passado mas que é um processo que para nós não se encerrou). Vivemos um apego com as coisas e precisamos aprender a nos libertar, seja lá do que for que estiver nos segurando. E a outra coisa é que fazemos isso porque queremos nos sentir úteis. Juntando coisas que julgamos ter alguma utilidade é um grito de socorro que estamos dando sobre como queremos nos sentir importantes para as outras pessoas e não sabemos como fazer de outra forma. Espero sinceramente que vocês consigam superar tudo isso, de coração! E diga para seu marido que ninguém merece ter a auto-estima baixa, todo mundo é melhor que isso, inclusive ele! Palavra de uma acumuladora no caminho da cura :-) Beijos e uma ótima arrumação!

mulher de 40.com said...

Não acreditava que isto existisse na vida real, infelizmente não tenho como ajudar

Grixx said...

Oi gente
Obrigada pela força.
Mas para procurar ajuda profissional é necessário que ele veja que o problema existe - e isso é bem difícil de acontecer. Percebo também que o problema pode ter origem genética pois a mãe dele também guarda quinquilharias.

Abraços.

Iara bohana said...

Loque vc não leva ele para um atendimento médico.....acho a melhor opção....acredito que ele vai reconhecer que isso e' uma doença e o pior e' passar para sua filha.
Com certeza tudo vai se resolver......só não deixe a coisa tomar proporção muiiito grande.
Beijos e desejo de coração que sua casa volta a ser como vc qr e deve ser.
Bjs

Anonymous said...

Faça como eu, espero que não esteja em casa e jogo fora as coisas que ele não vai mexendo diariamente e quando ele lembrar delas, diga que não viu... Dessa forma diminui um pouco o problema e aconselhe ele a ir a um médico....

Betinho Betox said...

Bom dia, tenho idéia de como se sente, passo por um problema semelhante com o meu pai. Não sei como ajudar no problema deles, mas sinto que podemos nos ajudar a ajudá-los.
Há muitos anos meu pai vem acumulando coisas. Como ele é construtor, no início eram materiais que ele encontrava em caçambas de restos de obras, realmente eram materiais que podiam ser reutilizados, mas devido ao alcool, em 98 minha mãe separou dele. Deste ponto em diante o problema só agravou. E mais recentemente começou a ter problemas com a visinhança, pois a casa dele causa um impacto negativo na valorização dos imóveis do bairro.
Até então eu nunca me incomodei, ele sempre lúcido e saudável, nao competia a mim julgá-lo pelo modo de vida. Mas de uns anos para cá, comecei a me preocupar, pois ele começa apresentar problemas de saúde, e não busca ajuda, nem mesmo em momentos de maior crise.
Dado esta preocupação comecei a tentar me envolver mais, me aproximar, e ao senti-lo melhor, percebi que apesar do hábito compulsivo lhe trazer certo prazer, os resultados lhe incomodam um pouco.
Estou agora explorando esta brecha para tentar ajudar, pois senti que ele não gosta do resultado em que chegou.
Comecei a explorar seus sonhos, criando novos, fazendo sonhar com novas coisas legais, sugerindo cenários, assim como fazemos quando contamos histórias para crianças. Não descreditando os que tem, mas sim, criando outros, sonhos intermediários, que vão de encontro as condições em que ele se encontra. Acredito que isso pode ajudar.
Não vou me estender mais neste nosso primeiro contato, mas pretendo sim depois desta experiência até escrever um livro para ajudar as pessoas que, ou se encontram nesta condição ou mesmo os que tem entes que vivem assim.

Mas uma grande dica que posso te dar é: Nunca, mas nunca tire dele o direito da escolha.

Isso é fundamental. Explico mais para frente.

Gostaria de conversar com mais pessoas que sofrem o mesmo problema para nos ajudarmos

Qualquer coisa anota meu email: betospeed@yahoo.com.br
ou me procura no facebook: Betinho Betox

Abraços

Betinho Betox said...

ops, *vizinhança

Little Fox said...

Oi!!!

Tenho esse problema de colecionismo mas estou em tratamento há vários anos. Posso deixar de cadeira algumas dicas:

* NUNCA DEIXE SEU MARIDO INCENTIVAR SUA FILHA!!!! Essas manias nem precisam ser incentivadas, elas simplesmente "aparecem".

* Continue limitando o espaço dele.

* Mostre pra sua filha o sofrimento que é viver assim. Porém, procure usar a linguagem adequada à idade dela.

* PROCURE AJUDA URGENTEMENTE. SE ELE NÃO QUER PROCURAR AJUDA PARA SI, PROCURE VOCÊ!
É importante que a família do paciente tenha consciência que também sofre com a doença.

Boa sorte!

Anonymous said...

Ola
Estou com um problema serio, meu pai é acumulador, ele tem uma casa aonde ele acumula coisas, mas agora minha familia esta sem lugar para morar pq ele nao consegue ajudar com o dinheiro para comprar uma casa e sempre gasta todo seu dinheiro na casa aonde ele acumula as coisas dele. Ele nao fica mais na casa que moramos, pois começa a acumular coisas aqui e reclamamos entao ele vai para a casa do outro local. Eu nao sei o que fazer com meu pai ele diz que nao tem doença nenhuma e esta empatando a vida de nossa familia!! Alguma sugestao? Ele nao vai ao psiquiatra de maneira nenhuma.

Anonymous said...

Boa tarde, tb passo por isso. Minha mãe tem essa síndrome identificada com transtorno de diógenes. Indiscutívelmente minha vida está de pernas pro ar. Minha área de lazer é cheia de lixo em decomposição, mais um quarto nos fundos e um salão que meu pai utilizou por um tempo quando abriu uma loja de tintas que agora se transformou no quarto de coisas a serem jogadas fora. Eu não sei como sair dessa situação tb... ela não compreende que é doente e está me deixando doente. Não sinto vontade de sair, minha vida social acabou pq vivo uma guerra constante com ela. Se eu não arrumo a casa, tudo fica do jeito que está, roupas jogadas, chão sujo, banheiro ... Se vc encontrar uma maneira de controlá-lo me avise... porque estou morrendo!!! Não sinto vontade de voltar pra minha casa. Tudo que eu quero é ir embora daqui. Mas tenho pena do meu pai que tb sofre por conta desse transtorno. Choro praticamente todos os dias... é desesperador não poder fazer nada. Na realidade eu sinto falta de uma MÃE!!! Força amiga... um dia isso acaba!!!

Anonymous said...

Minha mae acumula coisas a um ponto que a casa esta em condicoes insalubres. A acumulacao e' tao grnade que nao pode dedetizar, nem limpar a casa. Moro fora do pais e estive no Rio recentemente para uma visita. Fiquei chocada com a sujeira, mofo, e quantidade de lixo (coisas que na opiniao dela tem alguma serventia). No quarto dos meus pais nao tem como entrar na cama deles. So' pelo pe' da cama. Nao sei como ainda nao cairam e se machucaram seriamente dentro daquela casa. Quando comentei com eles, foi uma briga danada. Ela nao adimite e disse que eu deveria ter ido ficar na casa de outras pessoas. Em momento nenhum entendeu que eu estava preocupada com o bem-estar deles. Pensei em ir a delegacia do idoso e fazer uma queixa, mas nao sei se isso e' valido. Sera' que idosos podem ser interditados legalmente por esse tipo de comportamento? Eles estao colocando a saude deles mesmo em risco e se negam a tomar uma atitude.

Claudia said...

E' possivel tomar uma atitude legal se os acumuladores sao idosos? Se o acumulador se nega a fazer tratamento ele pode ser interditado judicialmente?

Anonymous said...

Querida, vivi por 18 anos em uma situação parecida com a sua. A única diferença é que eu sou filha de um acumulador.
Sinceramente, não sei como você pode resolver isso sem um tratamento psicológico para o seu marido. Digo isso, porque, infelizmente, minha casa foi um laboratório de tentativas fracassadas.
Para os acumuladores, todo espaço é pouco. Eles não respeitam os sentimentos de ninguém, não consideram nada importante a não ser guardar os bagulhos.
Com muito pesar, lhe digo que sua filha poderá chorar muito durante a vida dela, tanto por ter uma casa feia, como por se sentir completamente ignorada em benefício das tralhas.
Dependendo da idade dela, não valerá a pena se separar de seu marido. Pois, para uma criança, é importante ter o pai por perto (embora, hoje, eu ache que o meu não teria feito muita falta).
Entretanto, exponho a minha situação para que você veja que, se nada for feito, ele não mudará.
Atualmente, "resolvi" meu problema: tenho 21 anos, me mudei com a minha mãe e vivo em uma casa de boneca. Não falo mais com o meu pai. Já briguei demais, já me esforcei muito, já chorei e ele, inclusive, já ameaçou me bater por ter jogado um papel celofane fora.
Não tem jeito. Não há divórcio de pai. Por mais que a situação mude, as feridas ficam.
Desejo-lhe boa sorte e ofereça a seu marido um tratamento psicológico. Sem isso, garanto-lhe: não vai funcionar.

Grixx said...

Resolvi parte do problema comprando um apartamento para mim e minha filha. É um apartamento de apenas um quarto, mas que ela tem o maior orgulho de chamar as amiguinhas para entrar e só isso já me deixa feliz. A convivênicia dela com o pai e minha com ele continua: saímos juntos aos finais de semana, temos um relacionamento amigável e evito criticá-lo perto dela. Espero ter feito a coisa certa.

Vanessa said...

Como vc tem lidado com isso, acho q minha irmão esta se casando com um acumulador...ele tem até uma janela velha dentro do apto e nao quer jogar fora! dizem q há terapias com psicologo ajuda...vcs ja tentaram?

Grixx said...

Vanessa,
No ano passado consegui comprar um apartamento e estamos morando separados.
Nos finais de semana a gente se vê, mas não fico no apartamento dele (está a mesma coisa).
Logo que começamos a morar separados parecia que ele ia se esforçar e mudar alguma coisa, mas foi só uma esperança minha que não se concretizou.
Fico chateada porque vejo que aos poucos a gente vai se distanciando (acho que sou eu que estou me distanciando), apesar de ele insistir em dizer que é melhor tentarmos ficar juntos.

Anonymous said...

Não conviver com o acumulador, ou viver em casas separadas (e desistir de interferir na obsessão dele...) não é o pior que pode acontecer ao filho ou parente próximo de um acumulador. Vivi minha vida inteira com uma acumuladora, minha mãe. Aos poucos, os parâmetros da minha própria família (meu pai e eu) foram se alterando, adaptando-se ao ritmo de vida possível ao viver com minha mãe: não trazíamos mais ninguém em casa, porque passávamos vergonha; tentávamos jogar as coisas fora, mas éramos frustrados (joguei duas sacolas de jornais amarelados certa vez e ela pegou de volta!), até que desistimos e, como na Síndrome de Estocolmo, acabamos por nos infectar com a acumulação. Foi como se desistíssemos e acabássemos nos convertendo exatamente no que nos fazia sofrer! Hoje, meu pai é falecido, e sou uma mulher adulta, e também uma acumuladora.
Por isso, acho melhor separar bem os parâmetros (o do seu marido do consenso geral) para a sua filha desde cedo, e criar nichos seguros e bonitos, sem sujeira ou bagunça, pra que ela possa comparar e escolher o que quer. Outra coisa que acho importante é mostrar essas matérias que têm saído sobre acumulação na tv, como essa acima (ou a do Mais Você), tanto para o seu marido, quanto para a sua filha, explicando em uma linguagem que ela possa compreender, que o que o seu marido faz é um desvio do padrão...

Anonymous said...

Muito bom todos estes comentarios. Faz tempo que estou tentando ajudar meu pai que é acumulador e realmente é dificil.Ele não deixa nós entrarmos no apartamento dele, ele mora sozinho, só de ve-lo já vemos que se alimenta muito mal e não está se cuidando. Fico com muita dó dele pois vejo que ele não tem controle sobre sua vida apesar de achar que tem. Os problemas financeiros tbm pegaram ele, então, listei todos as coisas que eu acho que deveria mudar para melhorar as condições de vida dele. Ex.: saúde, alimentação, higiene, vida social, exercicio fisico, finanças, etc. e estou tentando atacar cada uma das coisas separadamente e de pouco a pouco. ex.: inscrevi ele no sesc, procuro levar uma comida para ele, chamo ele para ir ao parque e de pouco a pouco digo a ele que sinto falta de poder ir na casa dele, passar o Natal lá, ou simplesmente visitá-lo, enfim, mostrar que o amo muito e que quero ajudá-lo, que estou lá para enfrentar com ele qqr coisa. Acho que este novo conceito me ajudou bastante. Ele se sentir amado.E não eu o chamando de louco. Bom, ainda não sei se dará certo, mas é assim que estou tentando.
:)
Boa sorte para vcs tb!

Anonymous said...

Oi, eu sou um acumulador. Não consigo me libertar. Todos esses fatos relatados acima acontecem comigo. Me impressiona como é quase tudo igual em todos os casos. Me tornei quase um ermitão. Estou sem amigos. A família eu evito. E ainda mantenho um relacionamento com muita dificuldade em casas separadas.
Preciso de ajuda. Mas tenho um agravante. Não confio muito nas pessoas. Tenho medo de me expor. Vou procurar o livro que outro leitor indicou. Alguém teria alguma outra dica? Obrigado a todos. Ps. Vou me identificar como Jorge.

Anonymous said...

bom dia, conheço uma pessoa muito querida desde de pequena, sempre foi compulsiva em comprar coisas mas deixava arrumado, hoje com filhos e separada a coisa piorou muito, acumula tudo, não joga nada fora os filhos cresceram em trilhas na casa, é muito triste ver e pior ela tem o conhecimento do problema, lê bastante, porém não consegue colocar em prática não tem nenhuma disciplina, eu não sei como ajudar, já tentei vários caminhos, e está piorando, cada ano que passa fica pior, é muito triste pois usa desculpas e explicações que nem ela mesmo acredita. KUKA

Anonymous said...

Sem querer achei seu blog e li este post sobre acumuladores. Ao ler seu desabafo, e me vi. Sou casada com um acumulador, filho de uma acumuladora. Os tios do meu marido são acumuladores também. No começo, eu não percebia que era uma doença. Eu pensava que meu esposo fosse apenas tão estudioso que juntava pilhas de papéis. Com o tempo, vi que não eram "apenas" papéis. Era uma interminável coletânea de lixo mesmo. Quanto à casa da minha sogra, eu olhava pra tudo aquilo e morria de medo de que aquilo acontecesse com meu lar. Bem, eu e meu cônjuge acumulador estamos juntos há quase dez anos e minha casa se tornou a versão apartamento da casa dos meus sogros. Morro de medo de chegar alguém aqui, eu não recebo visitas, não convido ninguém pra vir em meu apartamento. O pior, temos um filho de 2 anos que adora juntar tranqueira. O quarto dele está sempre bagunçado. Eu não tenho mais forças. Apenas vou levando. Eu era uma mulher organizada, pontual. Agora me olho no espelho e não me reconheço. Acho que estou a espera de um milagre.

Grixx said...

Me dói ver que tem tanta gente passando pelo que passei: conviver com um acumulador e sentir-se presa a esta situação.
Para a leitora que escreveu o comentário acima, sugiro que crie locais em que se sinta bem dentro de casa a fim de ter um "refúgio" da bagunça. Pode ser o quarto do seu filho. Argumente que manter o quarto do seu filho limpo é melhor para a saúde e segurança da criança.

Tente convencê-lo aos poucos, mas não desista de si, não desista de criar seu filho em um local saudável.

Morar em casas separadas foi a solução que encontrei e que tem funcionado para mim. Eu preferiria ter um companheiro do meu lado, morando junto, me esperando quando chego do trabalho, dividindo tarefas e as contas, fazendo planos para o futuro, etc. mas ele não é esse companheiro. É meio confusa essa situação: gostar de alguém, mas essa pessoa não ser o que espero de alguém que eu queira do meu lado.

Sugiro também que procure ajuda psicológica ou pelo menos uma amiga (daquelas bem amiga mesmo) para desabafar, te dar algum apoio e te ajudar a encontrar a melhor solução.

Se você se sente em frangalhos, você precisa se recompor, precisa sentir-se inteira e cuidar de si para cuidar bem de seu filho.

Só digo que não vale a pena esperar por um milagre: devemos tomar uma atitude. As coisas não mudam sozinhas, nós fazemos as coisas mudarem.

Desejo boa sorte, muita paciência e sabedoria para quem lida com essa situação.

Abraços.

Junior Mogi said...

Boa noite,
Estou muito feliz por encontrar através pesquisa google,este blog com pessoas que viverão e estão vivendo estes problemas, meu Pai está agindo assim a muito tempo e percebo que quanto mais idade, mais resistência para aceitar um tratamento, ele da risadas e fala que não sabemos de nada e ele sabe tudo, infelizmente ele é uma pessoa orgulhosa e temperamento forte, que levou minha mãe a uma grande escravidão, servindo apenas as vontades dele e anulando sua vida .
Mas até aqui o Senhor nos ajudou, e creio em uma mudança, com Fé e atitudes que mudará está situação . abrçs a todos

Anonymous said...

Pessoal, estou muito feliz por encontrar este blog e ter vcs compartilhando suas experiências.
Sou filha de acumuladores e nós nunca sequer pensamos nisso. Há uns anos atrás isso não estava na moda, hj em dia que tem maior esclarecimento. Quando leio os posts de vcs, vejo a casa onde morei 20 anos com meus pais. Pilhas de caixas, minha mãe dizendo q as coisas novas seriam p uma casa nova, que nunca chegaria. Hj em dia eles se mudaram p uma casa e é cada vez pior, meus pais pegam coisas do lixo p reaproveitar, sempre "arranjam utilidades" p os "achados", e não há espaço suficiente p nd. Onde minha mãe dorme é um quarto enorme com pilhas de caixas em volta de uma cama de casal, qd durmo lá imagine meu pavor: já tive pânico e morro de medo de morrer soterrada. Sério mesmo ! Minha mãe guarda minhas roupas de bebê p qd tiver filhos...
Eu sempre fui organizada e tive tudo arrumado, porém depois do pânico, tudo mudou. Não consegui organizar minhas coisas, minha vida, tudo era confusão. Uma dificuldade enorme para organizar as coisas mentalmente, depois de um tempo, c terapia, calma, meu esposo ajudando e sendo meu exemplo de organização, colocando tudo no papel, tudo começou a melhorar, devagar, mas melhorando.
A algum tempo atrás EU q comecei a acumular: roupas, sapatos, bolsas, futilidades, dizendo q um dia caberia naquela roupa, que usaria numa festa, que usaria no trabalho... só desculpas p acumular, quando me dei conta disso foi um choque. Parei de comprar tudo e até hj me sinto culpada pelos excessos. Mas é isso, quem puder, deve procurar um psicólogo, pq as mudanças acontecem devagar, p pior ou p melhor, talvez vc nem perceba q está acumulando, terapia é bom p td, te ajuda a organizar e ter foco na vida. Digo q minha psicóloga me ajudou a m salvar de muita coisa.
Hj em dia eu continuo desorganizada, mas td dia eu faço minha lista de afazeres, procuro aquela técnica de organização da FLYLady(mudou minha vida!) e sigo arrumando ! A cama está feita, a pia está limpa, papéis organizados. Boa sorte, amigos, muita força, fé e foco !

Jair de Jesus said...

Pessoal, tenho um acumulador em casa também, me add no facebook jair.tomsp@gmail.com - Sou enfermeiro recém formado e busco solução sem magoar meu ente.

Anonymous said...

Hoje resolvi procurar algo sobre pessoas que convivem com acumulador e de repente encontrei este blog sensacional. Muito melhor do imaginava encontrar. Li os depoimentos que me ajudaram muito.Até já encomendei o livro sugerido num dos comentários > ARRUME SUA BAGUNÇA . Convivo com um acumulador há 34 anos. No inicio do casamento nem sabia desse tipo de transtorno. Sempre aconteciam brigas e desentendimentos por causa do relaxo em tudo. Eu também fui bastante relaxada quando solteira e morando com minha mãe e irmã que são super organizadas e com mania de limpeza, estávamos constantemente em pé de guerra , por isso decidi em meu interior me esforçar no máximo a ser organizada na minha vida de casada e tentei e tentei mesmo. Aí as brigas mudaram de endereço: era na minha casa e era tudo o que não queria! meu marido guardava coisas mas não percebi que eram parte dos grandes problemas que enfrento na atualidade. Tudo o que está descrito nos comentários são situações que passei e passo. Há uns 10 anos meu marido viu programa CHEGA DE BAGUNÇA; E OUTROS similares e achei que agora ele ia melhorar... nada...Viu vários episódios de ACUMULADORES e continua não reconhecendo que precisa mudar. Por 2 ocasiões iniciamos terapia mas abandonamos pois ele não queria ir de jeito nenhum. nesses anos juntos, mudamos 3 vezes de residencia. Dum apto pequeno, médio e agora numa casa grande. Em todas , o espaço livre foi acabando e ele arranjou outro lugar num sítio para guardar de tudo. Temos uma camionete bem velha e judiada mas ele não abre mão de jeito nenhum.Não recebo visitas de tanta vergonha.Enfim ... será que algum dia poderei usufruir de morar num ambiente limpo e organizado?

Angélica said...

Estou desesperada, pois está afetando a vida de todos aqui. Minha avó também era desse jeito.
Ela acha que o que faz é normal e não aceita que isso é uma doença.
Meu pai faleceu a mais de 20 anos e ela ainda guarda coisas daquela época quando tinha uma loja e fechou, fala que pode precisar um dia, tem máquina de costura e não costura, guarda revistas de moda que as folhas estão amareladas, roupas e sapatos que não usa, eletrodomésticos quebrados...falo para jogar o que não interessa fora, doar ou vender o que não usa, aí ela fala que não é rica pra ficar se desfazendo das coisas velhas.
Não sei mais o que faço...
Cada vez está pior...

Anonymous said...

Ola.. Quanta gente no mesmo barco!
Minha tia é Acumuladora e estamos numa situação bem difícil... Ela ja chegou a sair de casa mas, as duas vezes que alugou casas fora foi despejada porque ninguém renova o aluguel depois que vê o problema.. Hoje ela vive com minha avo de 85 anos e outra irmã e a casa esta ficando intransitável. Ja tentei conversar sobre mas não adianta... Ela não acha que tem problema. Mas o problema hoje é que minha avó esta se acabando em tristeza vendo a casa dela se acabar também. Entrei em contato com o posto de saúde e já fizeram uma 4 visitas com a vigilância sanitária e a convidaram para ir no posto para a psiquiatra atender... Mas ela não vai!! Estou no dilema de ter um idoso sofrendo e minha tia não consegue enxergar. Além de risco de incêndios, bichos. ja tentei limpar e organizar mas quando ela percebe vai revirar os lixos para pegar de volta.
Hoje infelizmente, ja há cinco anos conversando e tentando trazer ajuda à ela, tomei a decisão de limpar a casa. Isso porque não consigo mais ver todos sofrendo e principalmente minha avó. Detalhe: Também tenho outra tia que vive na casa e esta com problemas de depressão por com da situação pois o quarto dela nem da mais para entrar.. Dormem na sala que ja esta cheia de coisas.. A geladeira dela esta horrível!! Lotada de coisas vencidas ha anos. E difícil entender pois minha tia acumuladora trabalha, viaja, vive mais na igreja do que em casa... Tem vida social! Mas vem para casa somente pra trazer as coisas e dormir. Meus filhos quase não vão dentro da casa da minha avó ... A chamam no quintal pois não conseguem entender .. Minha mae que mora na casa ao lado, esta fazendo quimioterapia e a medica ja avisou que ela não pode ficar em ambientes com risco de contaminação. Queria muito que minha tia entendesse e deixasse ser ajudada.. Mas é muito difícil ajudar alguém que insiste que não há nada de errado.. (Mônica)

Dyne said...

Gente lendo todos esses posts acima eu vejo que eu não sou a única. Minha mae é acumuladora e eu tenho convivido com tudo que ela guarda durante longos 20 anos. Isso é muito tempo e eu não aguento mais chegar em casa e olhar todas aquelas caixas de papelão e sacolas que guardam milhares de coisas sem utilidade e que ela nem mesmo sabe o que tem ali. Isso acumula poeira e varias baratas. Eu moro em um apartamento enorme mas todos, TODOS os cômodos estão nessa situação com exceção de meu quarto. Único lugar que me sinto bem da casa. Ela guarda eletrodomésticos quebrados, agenda minha escolar de quando eu era criança da escola, roupas velhas que ao puxar se rasgam, sapatos de quando era jovem e que estão todos se desfazendo o couro, papeis e mais papeis, livros e revistas velhas e mais um trilhão de coisas que nem ela mesmo sabe o que guarda. Foram 20 anos com vergonha de trazer alguém pra casa, e isso me faz muito mal porque sou muito sociável e meu sonho é convidar um amigo a minha casa sem sentir vergonha. A casa esta com uma energia ruim, pesada. Isso me deixa angustiada, aflita e com vontade de chorar sempre que chego em casa. Tentei um dia limpar uns livros da estante e ela jogou uma cadeira de madeira nas minhas costas e a cadeira quebrou. Minhas costas nunca mais foi a mesma. Eu não sei o que fazer, estou desesperada. Preciso muito de ajuda e não sei como ela lidaria com isso. Elaé diabética e hipertensa, sempre que tento um dialogo ela faz um escândalo que todo prédio escuta e diz que se ela tiver um problema por estar gritando eu serei a culpada. Diz que eu so vou me ver livre de tudo isso quando ela morrer. O problema é que eu sinto falta de algo que nunca tive, mas que é algo simples. Minha mae com auto-estima e controle de volta e uma casa simples organizada. Por favor, alguém me ajuda... Eu estou ficando depressiva e isso esta acabando com tudo em mim. Ainda estou na faculdade e nem consigo estudar mais em casa, a solução seria eu sair? O que eu faço?

Dudinski said...

Dyne, eu entendo sua situação (e a de todos os outros aqui) pois passo pelo mesmo dilema há muitos anos. Tentei ajudar a minha mãe durante anos, mas sem sucesso, até que finalmente consegui a minha liberdade e comprei um apartamento para morar sozinha. Não a abandonei, mas se não a fiz enxergar a sua "doença" em tantos anos, acho injusto eu perder os anos que me restam da minha vida por que ela não é capaz de mudar, e nem se esforça, diz que é normal e que não precisa de tratamento/apoio psicológico nenhum, e que é feliz assim. Não me restou outra alternativa a não ser me mudar pois as condições da casa dela não me permitiam receber amigos e nem parentes. Agora também procuro um outro jeito de ajudá-la mas está dificil, ela já assistiu a programas de tv, leu reportagens que eu imprimi, já tivemos milhares de conversas mas acaba aí - ela não move um dedo para melhorar. O que nos resta fazer? Pedir para a vigilância sanitária ir lá olhar a situação terrível em que a casa se encontra? Eu a amo demais mas fico de mãos atadas. Quando a pessoa não percebe que precisa de ajuda, não adianta, nem um milagre resolve. Estou à ermo tentando encontrar uma solução, como todas as pessoas aqui tbm estão.

sandra said...

eu pensava que isso era caso de gente egoista, tanto que brigava com meu irmão durante anos para que ele tirasse o lixo que acumulava em casa, pois não suportava essa atitude que, pra mim, era considerada "porquisse". bom, meu irmão tem esse problema há mais de 20 anos, a casa da minha mãe esta´lotada de livros e revistas velhas, já comidas por cupim que, por sinal, estão aumentando na casa e comendo o resto dos moveis. o quarto dele cheira mal, é abarrotado de coisas, como fios, maquinas velhas e sem utilidade, mais livros e revistas já tortas pelo tempo, folhetos de propagandas, etc. ele não toma banho, o que torna a casa insuportável de tanto mau cheiro. ele não corta os cabelos nem faz a barba, vive reclamando de doenças, vive deitado de dia e passa a noite em claro. vive olhando no lixo para ver se jogamos algo fora que seja de interesse dele. vive brigando comigo porque acha sempre que estou jogando as coisas dele no lixo. a situação está insuportável, ele vive praticamente no meio do lixo e está tentando colocar mais coisas nos outros quartos. da nojo, meus sobrinhos ficam tristes querendo sair de casa para uma que não tivesse o cheiro tão ruim. minha mãe, para desviar a situação, diz que não sente cheiro das coisas, mas se contradiz quando falamos de outras coisas e ela sente o cheiro perfeitamente. ela tenta rodear a situação mas está ficando cada vez mais incontrolável. e ele não admite de forma alguma que tem algum problema, pelo contrário, todos na casa, na sua opinião diária, são folgados, metidos, querem tirar vantagem dos outros, etc. isso me incomoda tanto. e quando tentei falar sobre o problema dele ele ficou tão louco que tive que dizer que eu era a problemática para evitar brigas.... estou desesperada

Anonymous said...

Oi, eu sou a Lara e minha mãe é acumuladora... Há 3 anos que moro fora de casa, cheguei hoje pois estou voltando para casa dos meus pais e vi que o estado dá minha mãe piorou muito, há lixo por todo o quintal... Dentro de casa é suportável, arrumado até mas com ela, fica tudo jogado lá fora. Tem tanto lixo que há até coisas podres com muito mau cheiro, há fogão, várias máquinas de lavar, várias coisas de madeira, pneu, tudo estragado, velho ou podre.
Mas que para ela tem utilidade, vai reutilizar, vender ou dá desculpas pra não se desfazer...
Sempre que tentamos conversar ela se torna muito agressiva, tornando impossível continuar ou tentar convencer de que ela está doente. Ajuda profissional nem pensar, ela não reconhece que não está bem


Amanhã vamos jogar tudo fora enquanto ela viaja. Vamos bater de frente, mas não vejo outra solução.
Pra ela não sentir que perdeu tudo vou tentar compensar com coisas que ela gosta, tentar reformar algo que está no quintal... Por exemplo, tem muita madeira e ela adora plantas... Irei fazer um jardim vertical e tbm pintar algumas cadeiras e mesas que estão OK mas estão velhas, pra ela ver que ficou bonito
Mas que as outras coisas estão podres ou sem uso nenhum
Ela também tem um galinheiro, as galinhas vivem em um local bem podre, irei reformar pra ela, na intenção dela perceber que até as galinhas "sofriam"
Além do meu pai e dos filhos...
Não desistam de seus entes... Eles não tem mais ninguem, se ficarem sozinhos tudo só piora, a doença só se agrava... :( É muito difícil de lidar, e desejo força pra todos!

Em breve eu volto pra dizer o que aconteceu, a minha mãe se torna muito agressiva quando jogam algo fora mas vou tentar conversar e mostrar de que tudo só estava fazendo mal é que agora limpo está mais bonito é melhor pra todo mundo... Arriscado é, mas não vejo mt o que fazer, ela não quer ajuda profissional, se recusa e não reconhece.
Vai ser tratamento de choque e depois de formiguinha, mas JAMAIS sem gritar ou agredir
É preciso ter MUITA paciência.... E entender que ela também sofre mas não consegue ver.

Anonymous said...

Pessoal eu queria saber onde Posso ir para a avaliação de uma possível interdição ou intervenção de uma idosa acumulador compulsiva de 63 anos... em São Paulo SP celular 11 953033192 vivo obrigado